Vamos já tirar um assunto da frente, antes de qualquer outro: depois do sensacional “Baby”, de “Thin Lizzie” — do qual eu não esperava muito e que matou a pau — e sem nem mencionar muito “Our Little World”, que pelamordedeus-mil-revelações-alguém-me-segura, pra mim estava claro desde a promo que “Plush” não seria o melhor episódio da história de Supernatural. Tudo bem, já tinha feito as pazes com isso. Foi um episódio old school, primeira temporada, como se não houvesse hoje maiores e melhores problemas pros nossos heróis. Havia um caso e os Winchester salvaram o dia. É SPN, foi um roteiro divertido e bem amarradinho, teve Jensen e Jared, teve sustinhos, teve comédia, teve grandes interpretações, para mim está ótimo. A Escuridão está comendo solta? Sim! Amara está
crescendo? Sim! Crowley está voltando a ser o temível vilão que eu tanto amo odiar? Sim também! Mas é a pergunta que eu sempre me fiz: se a série mostrava “24 Horas” na vida do Jack Bauer, que hora ele ia ao banheiro? Afinal, já vimos que nem todo o planeta é afetado diretamente quando o grande Mal da temporada surge e outros casos sempre existem. É aí que entram episódios como o dessa semana: monstros estão por aí e continuam a agir. Esse era um espírito vingativo, café pequeno, certamente não fazia ideia de quem são Azazel, Lilith, Lúcifer, Crowley, anjos, demônios ou a Escuridão. Não acompanhou a novela e não sabe que Deus tinha uma irmã. Close no personagem principal pensativo, música de suspense.
Eu curto Donna Hanscum. E vocês? Ela é gente boa, esperta e divertida. Adoro ver como ela é grata a eles pelo que já fizeram pelo mundo, tem prazer em vê-los e em “fazer parte da turma”. Confesso que tenho um pouco de preguiça de usarem a Briana Buckmaster como gorda. Para com isso, mundo. Alguma coisa está muito errada. Aí já entro no mérito de que gordinho nunca é visto com seriedade, seja no enredo, seja em romances na ficção, mas isso é um papo extenso, sério e SPN não é o melhor exemplo de empoderamento das “minorias”. Vamos deixar pra lá. Só preciso registrar também que Doug 2 (gatchenho, só precisa tirar o bigode) deve enterrar de uma vez por todas o Doug 1, no que eu agradeço aos deuses, porque EU NÃO SUPORTO AQUELE HOMEM!!!
Palhaços… Obrigada por detestar palhaços, Sam, porque você me representa!! Eu só não gosto mesmo, mas conheço gente que tem muito medo. A coulrofobia é mais comum do que se pensa, apesar de ser considerada frescura por muitos, Dean incluso. Além disso, não deixa de ser peculiar um personagem que já encarou de frente (E VENCEU!) o próprio Lúcifer ter medo de algo que parece inofensivo como um colega do Bozo. E vamos concordar que aquele palhaço do ep é HORRENDO!!! Socorro! Imagine pegar um elevador com seu pior medo?! ARGH!!! As melhores frases do episódio: “Não conte com Deus. Conte conosco.” – WINCHESTER, Dean.
Eu até entendo por que Sam reza. Ele já explicou antes, mas pra mim, como para Dean, os pedidos de Sam caem no vazio por um motivo claro: Deus não se importa mais. Pense que é mentira quem quiser, mas o amor que eu já tinha por SPN só foi cimentado de uma vez por todas quando ouvi convicções minhas, que eu nunca dividi com ninguém e que considerava bastante polêmicas, na boca dos personagens. Se há um Deus, ele simplesmente nos largou à deriva. Olhe em volta. Leia duas míseras páginas de um jornal. Abra apenas a home de qualquer portal de notícias. Estamos perdidos. “Estamos sem remos em um mar de merda.” Será que se Deus retornar agora, ele mesmo terá capacidade de consertar o estrago em que o “tubo de ensaio do universo” se transformou? Dean é tão cético quanto eu: não há provas de que alguém nos protege nesse momento. E tenho certeza que ele, como eu, está louco para que O Cara mostre que estamos errados. Vai ser divertido ver Dave Grohl*** aparecer no papel de Deus e dar uma resposta para nós. Fico no aguardo. Só sei de uma coisa: eu não acho que é Deus quem tem mandado as visões para o Sam. E vocês? Há muito tempo eu não ficava tão ansiosa em ver logo o desenrolar de um enredo quanto por que raios Sam vem tendo visões da jaula no inferno! Estou fora de mim!
Quanto ao episódio, não ficou 1 00% claro se o espírito vingativo era mesmo
um pedófilo, mas eps em que a maldade humana é o fantasma da semana são os mais perturbadores pra mim. Os Benders e o pai de “Family Remains”, por exemplo, estão entre os seres mais assustadores de toda a série e são meros humanos. Não há nada sobrenatural nessas abominações. Eps assim me incomodam demais. Não falo apenas do animador de festas, que pode ter mesmo abusado das crianças da cidade, mas da irmã dele e dos pais que suspeitavam de seu comportamento. Que tal investigar, não é? Não, deem uma surra que ele conta! Pendurem-no de ponta-cabeça numa ponte! Que atitude mais nobre, não? E a irmã? Psicopata, certamente, porque nem piscou para mentir descaradamente para Dean e Sam! Quanta bondade de coração nessa história toda! Acho que eu também voltaria para puxar a perna dessa galera. Papo do Impala: como Dean pretende proteger Sam da jaula? Já estamos cansados de saber que o mano mais velho faz tudo e mais um pouco para manter o caçula longe do perigo; ele literalmente já foi ao inferno e voltou. É que além de não sabermos com o que eles estão lidando, Dean já está sendo Dean de novo e não contou da ligação que tem com Amara. Cada um está com enrascadas próprias para resolver, mas um precisa do outro. JUNTOS, WINCHESTERS!!! Permaneçam juntos. Assim como Jared e Jensen já compreenderam faz tempo, vocês são mais fortes JUNTOS!!! E bora seguir, porque a ônzima temporada está ótima!!
CARRY ON!!!!
***Porque de acordo com o chefão Jim Michaels e comigozinha, só Dave
(vocal do Foo Fighters e ser maravilhoso) poderia fazer um Deus
convincente.
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